A poesia não é o tom afectado com que se diz "pô-ê-sia".
Não é.
Nem está nos sapatos italianos de pernas traçadas ou na écharpe fedendo a cigarros «slim».
Não está.
A poesia não é.
A poesia não está.
Porque não.
Porque a poesia poderá ser a única explicação restante que se basta com porque sim ou porque não.
Quiçá ela seja inteiramente todo o não ser e não estar.
Ou apenas a forma excelente de coisa nenhuma.
A poesia não sabe que é poesia.
Assim é e está.
Não sendo e não estando.
Para mim.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Os Dez Mandamentos do Fundamentalismo Teatral
1- O Teatro é o teu deus.
2- Não terás outras linguagens de representação como deus.
3- Não farás de ti nenhum ídolo.
4- Lembra-te de folgar pelo menos à segunda-feira.
5- Honra os teus mestres e professores.
6- Não matarás nenhum colega, por medíocre que ele seja.
7- Não adulterarás o texto que representas.
8- Não roubarás cena aos teus colegas.
9- Não levantarás falsos testemunhos no Teatro.
10- Não cobiçarás o papel do teu próximo.
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