quinta-feira, 2 de março de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Vais
por onde vais
dolente e insensato
perdendo todo o tino
dando ao desbarato
quanto há de mais
dourado e cristalino?
para que chão te arrastas
até à escada do negrume
onde as filas de congregados
carregam pastas
de dor, asco e ciúme
que trazem dos passados?
para que lodo cais
quando tudo em ti se esboroa
e o vento te espalha pelos chãos
das horas de milhões de pais
procurando príncipes de coroa
amassada pendendo das mãos?
por onde sentes
quando choras desalentado
pelo ventre que te fez parir
as vezes que mentes
conscientemente idiotizado
pela volúpia que te faz rir?
amargo ser
desdenhoso cão
tuas entranhas te mordem
cada amanhecer
poderás tu ainda ou não
da mais pútrida desordem
EMERGIR?
dolente e insensato
perdendo todo o tino
dando ao desbarato
quanto há de mais
dourado e cristalino?
para que chão te arrastas
até à escada do negrume
onde as filas de congregados
carregam pastas
de dor, asco e ciúme
que trazem dos passados?
para que lodo cais
quando tudo em ti se esboroa
e o vento te espalha pelos chãos
das horas de milhões de pais
procurando príncipes de coroa
amassada pendendo das mãos?
por onde sentes
quando choras desalentado
pelo ventre que te fez parir
as vezes que mentes
conscientemente idiotizado
pela volúpia que te faz rir?
amargo ser
desdenhoso cão
tuas entranhas te mordem
cada amanhecer
poderás tu ainda ou não
da mais pútrida desordem
EMERGIR?
Prego
Prego a cruz no chão
olho o espaço que tenho por diante
afasto o soluço que se esmaga no peito
voo sem poiso pelo chão que me falta
pela luz que encandeia
pela lágrima que escorre
pelo caminho bloqueado
pela página por virar
na bicicleta dos sentidos
um cânone demasiado pesaroso
me invade triste
de lua e sombra dor e chão
por quantas veredas passeei
por quantos montes subi
até ao cume de mim mesmo
apenas para do cume de mim mesmo cair?
olho o espaço que tenho por diante
afasto o soluço que se esmaga no peito
voo sem poiso pelo chão que me falta
pela luz que encandeia
pela lágrima que escorre
pelo caminho bloqueado
pela página por virar
na bicicleta dos sentidos
um cânone demasiado pesaroso
me invade triste
de lua e sombra dor e chão
por quantas veredas passeei
por quantos montes subi
até ao cume de mim mesmo
apenas para do cume de mim mesmo cair?
Subscrever:
Mensagens (Atom)

