Prego a cruz no chão
olho o espaço que tenho por diante
afasto o soluço que se esmaga no peito
voo sem poiso pelo chão que me falta
pela luz que encandeia
pela lágrima que escorre
pelo caminho bloqueado
pela página por virar
na bicicleta dos sentidos
um cânone demasiado pesaroso
me invade triste
de lua e sombra dor e chão
por quantas veredas passeei
por quantos montes subi
até ao cume de mim mesmo
apenas para do cume de mim mesmo cair?
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