Mantêm-te calmo.
Não discutas.
Nem fales mal dos outros à boca pequena.
Não conspires na sombra;
nem prenuncies um Novo Mundo...
Tudo o que possas pensar que é só teu, já está farto e gasto de ser inventado...
Não leves a mal.
Nem te sintas quartado.
Aqui, ninguém quer limitar a tua autêntica e jorrante mente criativa;
resfolegante de tão imaginariamente açaimada...!
Sustém o fôlego;
e expira depois, desabridamente...
Repete o exercício até se desapertar o nó na tua garganta.
Isso...
Engole...
É o melhor que tens a fazer face ao fracasso da tua vaidade:
engole o tamanho da tua insignificância, chama-me cínico e vai para casa!
Come um iogurte;
deita-te banalmente no sofá e contempla a face do mal;
contenta-te por estares simultaneamente dentro e fora dele...
Estende uma manta sobre as pernas e desculpa o conforto do teu lar com a ideia de que
já não és um bandalho.
Agora, estás pronto para a engorda...
E esta noite dormirás descansado;
pois tornaste-te consciente...
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